Oratoria = falar em publico . com
Home  
 
Monday, 08 February 2010
* Principal
Home
----
Oratoria
Login Form





Lost Password?
No account yet? Register
Syndicate
Textos / Matérias
Popular
Pesquisa
Quem está Online?
O medo de falar em Público e a Oratória
Thursday, 13 August 2009

Sample Image

 De repente seu chefe te liga. O mundo parece desaparecer sob seus pés quando você ouve a frase "precisamos montar uma palestra importante para clientes-chave e você será o palestrante"!

Por toda sua vida você correu desse problema. Enfiava a cara no Powerpoint e ficava lendo, as vezes tentava memorizar todo o conteúdo da fala para não dar mais pânico, fazia colas, simulava rouquidão, entre "n" peripécias para escapar do fato que nunca estudou ou treinou oratória.

E agora, a desgraça bate à sua porta. Pois estarão lá clientes importantes, que certamente não vou engolir uma palestrinha meia-boca de 10 minutos. Eles não pegaram seus carros, gastaram um tempo precioso para isso. Eles vão querer questionar, duvidar, criticar. E você sabe muito bem que não está preparado para isso.

E porquê? Por jamais ter tido a coragem de enfrentar seus medos, ou investir em você para superar suas limitações? Qualquer que seja o motivo, agora é tarde demais...

...

Sample Image
Este tem sido um retrato fiel de diversas "demissões pós fracasso" ou, no mínimo, "congelamentos de carreira" não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

 O medo de falar em público é um ciclo vicioso. A pessoa sabe que tem medo, que é incapaz de falar bem em público, e esse mesmo medo a impede de procurar um curso sério e se superar.

Quando muito, apela para esses cursinhos picaretóides de 500 reais que existem por aí (tem até de 100...), porque não acreditam que valha a pena investir no assunto. E o resultado? Óbvio. Não aprendem nada e saem tal qual entraram.

Seria mais ou menos como uma pessoa que tem medo de correr e resolve "investir" comprando um tênis paraguaio torto que lhe machuca o pé. O medo não apenas persiste como aumenta. E o pior, a pessoa passa a achar que a culpa é dele, e não do tênis porcaria (curso porcaria).

E claro, sempre existe aquela infantilidade de se perguntar "porque pagar 10x num Nike, se posso pagar um décimo disso num "Noike" paraguaio". A resposta é óbvia: você paga pela qualidade, e resultados. Um é top de mercado. O outro, uma enganação feita para passar a perna em trouxas e desavisados. Um foi feito para trazer vantagens, o outro apenas traz problemas (tendinites, torções, etc).

E no caso da oratória é pior. Enquanto uma tendinite você cura com pomada, uma trauma interno, bem como técnicas erradas que foram assimiladas demoram muito para se consertar. E o pior é que, perder tempo quando se está numa carreira, pode ser mortal. Pois, mesmo que um dia vc conserte o problema, o seu tempo já passou.

Existem no Brasil milhares de cursos de Oratória. O único problema é que quase todos são "não especializados" ou seja, a mesma empresa que ensina oratória, ensina memorização, ensina "neurolinguistica" (fuja disso, não funciona), e se bobear entrega pizza e tira xerox...

Ora, se a empresa é realmente séria, e tem sucesso na oratória, deveria ter um número suficiente de alunos para se manter apenas disso, não acha?

Mas, infelizmente, o que prevalece no Brasil é a ingenuidade do consumidor de um lado, bem como a esperteza dos cursinhos caça-niqueis do outro.

E esse não é um retrato apenas da Oratória não. Quem se lembra dos famosos cursos de Inglês "aprenda em 20 semanas", depois de algum tempo tinha curso prometendo fluência em até menos de 10 semanas...
 
Infelizmente porém, os únicos cursos especializados em oratória no Brasil são caros demais para a gigantesca maioria dos brasileiros, a saber o Instituto Moreira Necho e o Reynaldo Pollyto, ambos custando acima de 2000 reais.

O grande problema é que, além da necessidade de uma estrutura que a maioria dos cursos não tem. Lecionar Oratória não é para qualquer um. Não basta saber fazer discurso ou falar bonito. Tem que ser professor com "P" maiúsculo.

Quantos professores não vemos na faculdade, que são uma grandes em suas áreas, mas suas aulas são péssimas?

Em suma, este texto visa apenas retratar uma realidade no país, e, se há um conselho que se pode dar, em especial àqueles que não tem grana para fazer um curso "top", é: pesquise muito. Assista várias aulas de demonstração. Se o curso for daqueles desconhecidos, nunca feche na primeira apresentação que assistir.

Mas acima de tudo. Tome uma atitude antes que seja tarde. Não espere seu chefe te chamar para dar uma palestra importante... Pois aí pode ser tarde demais...

 

Duvida? Olhe só o que acontece com alguém que tentar falar em público mas não está preparado (fim de carreira).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Last Updated ( Thursday, 13 August 2009 )
 
Mini Curso de Oratoria (grátis - gratuito)
Tuesday, 23 June 2009

O texto abaixo foi encontrado após muita pesquisa, e serve para dar uma força a todos aqueles que querem aprender Oratória, mas não tem grana para bancar um daqueles cursos famosos do mercado.

 

Para a feitura de um discurso, o orador precisa, em primeiro lugar, esquematizá-lo, dividindo-o, em quatro partes, assim chamadas: Início, Exposição, Meta e Conclusão.


Os clássicos denominavam a estas partes, na mesma ordem, de Exórdio, Narração, Confirmação e Peroração.
Para o nosso primeiro exercício de oratória, convém escolhermos um assunto que não dependa de maiores estudos.

Assim, por exemplo, tomemos uma viagem por tema:


“Na primeira parte do discurso”, ou seja no início, ocupemonos em dizer qual foi o motivo determinante da viagem. Sim, porque a poderemos realizar para gozar férias, ou a serviço, ou, ainda, para o tratamento da nossa saúde.


Pronuncie em voz alta algumas frases, dizendo por que motivo fez a viagem. Fale alto, num tom de quem está conversando animadamente.


Quando conseguir desenvolver com segurança esta primeira parte do seu discurso, passe á segunda.


“Na segunda parte”, isto é, na exposição, conte o que se passou desde quando saiu de sua casa até o local para onde foi.


Mencione as impressões que lhe causou a paisagem, as ocorrências mais interessantes, de largas ao seu espírito, dizendo o que sentiu. Fale com prazer, como se conversasse com disposição. Depois de treinar bem esta segunda parte do discurso, passe a exercitar a terceira, que vem logo a seguir.


“Na terceira parte”, ou seja na meta do seu discurso, relate as ocorrências havidas no local do destino da sua viagem. Mencione interessar os ouvintes. Muitas vezes, circunstâncias que  parecem sem muita importância, despertam o interesse do auditório. Exercite uma, duas, ou mais vezes, esta parte do seu discurso.


“Na quarta parte”, conte, rapidamente, o que aconteceu na volta dessa viagem.


Depois de exercitar todas as partes do seu discurso, isoladamente, procure dizê-lo, passando da primeira para segunda parte e desta para a terceira e, finalmente, á quarta. Não se preocupe se, nesse desenvolvimento, utilizar de palavras diferentes, cada vez que exercitar o seu discurso. Este fato constitui, até, num benefício.


O importante é seguir o esquema. Se o aluno não tiver um auditório, composto da esposa, dos filhos, ou de amigos, procure falar sozinho, ou para o espelho, ou pára o mar, como fazia Demóstenes. Se conseguir falar para as cadeiras vazias, poderá se considerar um bom orador, porque, na realidade, só se consegue falar bem na presença de ouvintes.


Todo exercício terá que ser feito mediante o desenvolvimento oral.


De nada adianta escrever um discurso e procurar decorá-lo. A linguagem falada é completamente diferente da linguagem escrita. O orador é aquele que esquematiza uma idéia e a desenvolve, utilizando-se das palavras decoradas, ou que foram escritas anteriormente, retiram do orador toda naturalidade e expontaneidade. Não tenha receio de lhe faltarem as palavras quando estiver discursando.


Nós falamos desde os primeiros anos de idade, sem nenhum esquema preestabelecido. Se tivermos, então, um esquema só poderemos melhorar a nossa exposição. Há pessoas que tem medo de falar em público, temendo errar no vernáculo.

Até oradores consagrados e, mesmo, eruditos, cometem erros discursando. Cada um de nós tem um vocabulário próprio.

Usamos, sem que percebamos, sempre as mesmas palavras. Procuremos corrigir as que estiverem  erradas e, aos poucos, introduzir novas e corretas no nosso vocabulário. No nosso Instituto de Oratória, ouvindo discursos, advertimos os alunos, lembrando-lhes a forma correta de falar. Depois de quatro ou cinco discursos, todos os erros foram observados e o orador não mais o comete.


SEGUNDO EXERCÍCIO


Antes de planejarmos o segundo discurso, convém nos ocuparmos, aos poucos, com a boa apresentação do orador, ao discursar. Quando ele vai á tribuna, ou se levanta para falar, age com naturalidade, sem qualquer preocupação de tomar atitudes. Todavia, quando o orador faz os primeiros vocativos, dizendo, por exemplo, “Senhoras e Senhores”, flexiona, com naturalidade, um dos braços e, desde então, deverá procurar manter-se nessa posição.

Deverá ter o cuidado de não colocar as mãos nos bolsos, nem prender os braços e, nem prender os braços atrás do corpo, pois que deverão estar livres para a execução de gestos. Se o orador estiver com os braços presos, ou sem equilíbrio na tribuna, jamais poderá gesticular. Para a obtenção de um equilíbrio perfeito, orador deverá estar apoiado firmemente sobre os dois pés.

Nessa atitude, ser-lhe á mais fácil comunicar-se com o auditório.


Passemos agora ao nosso segundo discurso. O tema escolhido é “A MINHA PROFISSÃO”. Esquematizemos a peça oratória do seguinte modo:


“Na primeira parte”, ou seja no início, procuremos pronunciar algumas frases dizendo da nossa satisfação, ou, então, da importância que representa para nós falar da nossa profissão.


Falemos demonstrando o prazer que sentimos ao abordar o assunto, tirando efeito de cada palavra que pronunciamos. Não omitamos sílabas nem os “SS” finais. Exercitemos bem esta primeira parte do discurso e só passemos á segunda quando pudermos falar e sentir o que estivermos dizendo.


Na “segunda parte”, isto é, na exposição, contemos como foi que abraçamos a nossa profissão. Sejamos sinceros, não omitindo fracassos em outras profissões, ou a ausência inicial de vocação na que ora estamos exercendo. A sinceridade cativa auditório, que se simpatiza com os oradores que a usam. Todos nós tivemos e temos deficiências, de modo que quando as mencionamos despertamos sentimentos nobres naqueles que nos ouvem, que também as possuem.


Exercitemos bem esta segunda parte do discurso, não decorando palavras, mas procurando expor com clareza o nosso pensamento.


“Na terceira parte”, expliquemos por que gostamos da nossa profissão, mencionando e desenvolvendo cada uma das razões dessa nossa preferência. Procuremos falar com sentimento, dando a  cada palavra o seu valor.

As palavras “saudade”, “recordação”, “amor”, etc. são delicadas e devem ser ditas com doçura; as palavras “luta”, “revés”, “adversidade”, “coragem”, “valor”, etc., são duras, fortes, e devem  ser ditas enfaticamente. A beleza da oratória está na maneira de pronunciarmos as palavras difíceis, como já bem o observador M. Fábio Quintilhano nas suas celebres Instituições Oratórias.

A.Ramos

Last Updated ( Tuesday, 23 June 2009 )
 
Discurso de Leonel Brizola
Thursday, 26 June 2008
 

 

Infelizmente, este brasileiro, como tantos outros, entrou para a história, mas sendo reconhecido apenas no pós-morte. No nosso entender, há como uma "iconoclastia" (desejo de destruir aquilo que é grandioso) por parte dos brasileiros em geral.

 

A cada líder que se ergue, milhões se batem contra, como que numa onda humana de frustrados que na angústia de sua própria pequenez se lançam com fúria contra tudo aquilo e aqueles que são dignos de admiração.

 

Brizola, não apenas foi escolhido para inaugurar este nosso blog, como ainda é figura que deixa-nos transbordados de saudades.

  

 

 (Brizola - no dia em que a Globo foi obrigada a se retratar)

Last Updated ( Thursday, 26 June 2008 )